Japão confirma retomada da maior usina nuclear do mundo
A maior usina nuclear do mundo, no Japão, volta a operar nesta quarta-feira após ficar parada desde 2011, com reforços de segurança para evitar novos desastres.
Vista aérea de usina nuclear no Japão, com prédios brancos, torres e tanques perto da costa, entre água e colinas verdes.
A maior usina nuclear do mundo voltará a operar nesta quarta-feira no Japão, segundo anúncio da Tokyo Electric Power (Tepco), responsável pela instalação. O complexo de Kashiwazaki-Kariwa, localizado ao norte de Tóquio, estava desativado desde 2011, quando um forte terremoto seguido de tsunami levou ao desastre nuclear de Fukushima Daiichi.
De acordo com a empresa, os preparativos finais para a retomada já estão em andamento, e a previsão é que o reator entre em funcionamento ainda nesta quarta-feira, após as 19h no horário local.
Energia nuclear volta ao centro da estratégia energética do Japão
O Japão, país com escassez de recursos naturais, vem retomando gradualmente o uso da energia nuclear como alternativa para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Até agora, 14 reatores já voltaram a operar em diferentes regiões do arquipélago, após a implementação de normas de segurança mais rigorosas.
A reativação de Kashiwazaki-Kariwa marca um momento simbólico, pois será a primeira usina nuclear reativada pela Tepco desde o acidente de Fukushima, episódio que levou à paralisação generalizada do setor nuclear japonês.
Reforços estruturais e novas medidas de segurança
Antes de receber autorização para voltar a operar, o complexo passou por uma série de obras de reforço e modernização. Entre as principais medidas adotadas estão a construção de um dique de 15 metros de altura para proteção contra tsunamis, a instalação de sistemas elétricos de emergência em áreas elevadas e a implementação de novos protocolos de segurança.
As mudanças fazem parte do esforço do governo japonês e das operadoras para garantir maior confiabilidade às usinas nucleares e recuperar a confiança pública no setor, mais de uma década após o maior desastre nuclear da história do país.
