Formiga assume cargo no Ministério do Esporte
Função no Ministério do Esporte tem foco na criação de políticas públicas, ampliação de investimentos e fortalecimento estrutural do futebol feminino no país.
Pessoa sorrindo, de braços cruzados, veste camisa amarela da seleção brasileira diante de fundo escuro.
A ex-jogadora da Seleção Brasileira Formiga foi nomeada para um novo cargo no Ministério do Esporte, assumindo a função de Diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino. A nomeação foi oficializada nesta terça-feira (21) e marca a primeira vez que a ex-atleta ocupa um posto de alcance federal dentro da estrutura do governo.
Formiga substitui Marileia dos Santos, conhecida como Michael Jackson, que estava à frente da diretoria desde 2024. A mudança ocorre em um momento em que o futebol feminino brasileiro vive uma fase de maior visibilidade, impulsionada por resultados esportivos, aumento de audiência e debates sobre profissionalização, investimento e igualdade de condições.
Trajetória histórica dentro e fora de campo
Dona de uma das carreiras mais longevas e respeitadas do esporte mundial, Formiga construiu uma trajetória histórica com a camisa da Seleção Brasileira. A ex-meio-campista disputou sete Copas do Mundo e sete edições dos Jogos Olímpicos, um feito inédito entre homens e mulheres no futebol. Ao longo desse percurso, conquistou duas medalhas de prata olímpicas e tornou-se símbolo de longevidade, liderança e comprometimento com a modalidade.
Após se aposentar dos gramados, Formiga passou a se dedicar a iniciativas ligadas à gestão esportiva e ao desenvolvimento do futebol feminino. Antes de assumir o cargo no Ministério do Esporte, ela atuou como secretária adjunta de Esportes e Juventude de Cotia (SP), onde participou da formulação de políticas públicas voltadas à base, ao esporte educacional e à inclusão por meio da prática esportiva.
Papel estratégico no Ministério do Esporte
Como Diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino, Formiga terá a responsabilidade de formular, coordenar e acompanhar ações nacionais voltadas ao desenvolvimento da modalidade. O cargo envolve diálogo direto com federações, clubes, entidades esportivas, estados e municípios, além da articulação com programas de incentivo, formação de atletas e fortalecimento das categorias de base.
Entre os desafios do novo posto estão a ampliação do acesso ao futebol feminino, a melhoria das condições de trabalho para atletas, o estímulo à formação de treinadoras e gestoras e a criação de políticas estruturais que garantam sustentabilidade à modalidade a médio e longo prazo. A expectativa é que a experiência prática de Formiga como atleta de alto rendimento contribua para decisões mais alinhadas à realidade do futebol feminino brasileiro.
Continuidade e renovação na política esportiva
A saída de Marileia dos Santos ocorre dentro de um processo de reorganização interna do ministério, que busca dar continuidade às políticas iniciadas nos últimos anos, ao mesmo tempo em que aposta em novos perfis para cargos estratégicos. A escolha de Formiga é vista como um movimento simbólico e técnico, ao colocar uma ex-atleta com reconhecimento internacional à frente de decisões estruturais.
Internamente, a avaliação é de que a presença de uma ex-jogadora em posição de liderança fortalece o diálogo com atletas e entidades esportivas, além de reforçar a credibilidade das ações do governo junto ao setor.
Representatividade e expectativas
A nomeação de Formiga também carrega um forte peso simbólico. Além de sua história dentro da Seleção, ela se tornou referência para gerações de atletas que lutaram por espaço, visibilidade e reconhecimento em um cenário historicamente desigual. Sua chegada ao Ministério do Esporte é interpretada como um passo importante na consolidação de uma política pública mais sensível às demandas do futebol feminino.
A expectativa agora recai sobre como essa experiência será traduzida em ações concretas, programas estruturantes e resultados mensuráveis. Com conhecimento de campo e vivência institucional, Formiga inicia um novo capítulo da carreira, agora fora das quatro linhas, mas ainda diretamente ligada ao futuro do futebol feminino no Brasil.
