Vacina contra câncer de pele reduz risco de morte em até 49%

Vacina terapêutica com mRNA pode reduzir em até 49% o risco de retorno do melanoma quando usada com imunoterapia, mas ainda precisa de confirmação em fase 3.

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Resultados de um estudo de fase 2 indicam que uma vacina terapêutica contra o melanoma, forma mais agressiva do câncer de pele, pode reduzir em até 49% o risco de recorrência da doença ou de morte quando combinada ao tratamento padrão. Os dados ainda são preliminares e não passaram por publicação com revisão por pares.

A pesquisa acompanhou 157 pacientes com melanoma em estágio 3 ou 4 por um período de cinco anos, após a retirada cirúrgica completa do tumor. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu a vacina baseada em tecnologia de mRNA, conhecida como intismeran, associada ao imunoterápico pembrolizumabe; o outro grupo recebeu apenas o medicamento.

O estudo foi patrocinado pelas farmacêuticas Moderna e Merck (MSD no Brasil), responsável pelo pembrolizumabe. Apesar dos resultados positivos, os próprios desenvolvedores ressaltam que as conclusões ainda precisam ser confirmadas em um ensaio clínico de fase 3, cujo recrutamento de pacientes já foi concluído.

Resultados promissores, mas ainda iniciais

Vacinas terapêuticas contra o câncer não são uma novidade e vêm sendo estudadas há décadas. Elas atuam estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais, utilizando estratégias semelhantes às adotadas em vacinas desenvolvidas contra a covid-19. Mesmo assim, especialistas alertam que ainda não há evidências definitivas de aumento da sobrevida global em pacientes com melanoma com o uso desse tipo de imunizante.

A expectativa é que, caso os resultados sejam confirmados na próxima fase de estudos, a vacina possa ser aprovada inicialmente para o tratamento do melanoma e, futuramente, avaliada também em outros tipos de câncer.

O que é melanoma?

O melanoma é considerado o tipo mais raro e agressivo de câncer de pele. Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, e apresenta alto potencial de metástase, o que torna o diagnóstico precoce essencial. A doença pode surgir em qualquer parte do corpo, inclusive em mucosas, geralmente na forma de manchas, pintas ou sinais.

De acordo com orientações do Ministério da Saúde, a detecção precoce pode ser auxiliada pela regra internacional do ABCDE, que indica sinais de alerta na pele:

  • Assimetria entre as metades da lesão
  • Bordas irregulares
  • Cor variável, com mais de um tom na mesma mancha
  • Diâmetro superior a 6 milímetros
  • Evolução, com mudanças de tamanho, forma ou cor

Para reduzir o risco de desenvolvimento do melanoma, a principal recomendação é evitar a exposição excessiva à radiação ultravioleta, especialmente desde a infância, utilizando protetor solar, roupas adequadas e evitando o sol nos horários de maior intensidade. O dano causado pela radiação é cumulativo, o que torna a prevenção contínua um fator decisivo para a saúde da pele.

Redação Fofoca Geral

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